Os Monstros Sagrados, de Roland Dubillard
"Os Monstros Sagrados", de Roland Dubillard, constituem um conjunto de "sketchs" para dois actores escritos em 1975 como exercícios de estilo onde o cómico e o delírio verbal se bastam a si prórios.
O gosto pela linguagem extravagante, desenvolvendo a sua própria lógica até ao grau em que a inconsciência se torna fascinante, constitui a verdadeira estrutura do teatro de Dubillard.
Traduzidos e adaptados por Filipe Crawford, um conjunto de onze cenas atravessam o universo de dois homens, uma parelha burlesca, que assistem a um "Concerto", dão uma "Lição de Piano", jogam ao "Ping-Pong", discutem "Musicologia", debatem o "Casamento", vão ao "Restaurante", vêem um filme de "Oito Milímetros", compõem "Música de Armário", vão à "Consulta", filosofam sobre um "Conta-gotas" e acabam assistindo no teatro à representação de um "Monstro-Sagrado".
Data da estreia: 27/03/1996
Local: Fórum Municipal do Seixal
Outros locais de representação: Temporada
no Teatro da Comuna e no Teatro Estúdio Mário
Viegas (Lisboa). Digressão pelo país (Vila Franca
de Xira, Seixal, Beja, Marinha Grande, Coimbra, Covilhã,
Porto).
O que disse a crítica...
«O riso explode sem esforço,
inclusive nos diálogos centrados em temas como a música,
a musicologia, a arte de compor, a arte de representar, que
são afinal as melhores iguarias deste festim de humor
pascal. [...] Os dois actores têm "backgrounds" diferentes,
mas tudo indica que eles se completam e formam uma dupla com
futuro.»
Manuel João Gomes, Público,
06/04/1996
«Espectáculo magnífico,
delirante, com duas interpretações inesquecíveis
e com o autor inteiramente compreendido e realizado sobre
as tábuas. Será um crime de lesa-prazer e de
lesa-inteligência não assistir a este trabalho.»
Fernando Midões, Diário
de Notícias, 18/04/1996
«[...] o espectáculo
apresenta uma coesão apreciável, e recria com
felicidade o universo de "humor inteligente" de Dubillard.»
João Carneiro, Expresso,
20/04/1996
Ficha artística
Tradução, adaptação e
encenação: Filipe Crawford
Interpretação: Filipe Crawford e Rui
Paulo
Adereços: Conceição Ferreira
Selecção Musical: Filipe Crawford
Fotografia: Roberto Giostra
Grafismo: Claudia Gigliotti
Luminotecnia: Carlo Pereira
Sonoplastia: Carlos Oliveira
Produção Executiva: Conceição
Ferreira
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